sexta-feira, 20 de outubro de 2017

DR. JAMES PORTER MILLS





O QUE SAI DA BOCA É O QUE TORNA O HOMEM IMPURO

James Porter Mills - para falar do uso das palavras.

Pensamentos justos conduzem ao uso das palavras justas e por intermédio do canal das verdadeiras palavras, uma maravilhosa consciência da palavra e do controlo pessoal é alcançado. Tudo quanto vemos de confusão e discórdia no mundo, e de enfermidade do corpo veio em resposta aos pensamentos e palavras negativas. O processo de alterar e de remover essas condições deverá passar por uma limpeza da sua origem ou proveniência.

O arrependimento significa voltar-se para outro lado, na direcção oposta daquela que na ignorância tivermos seguido. Em vez de entretermos ideias e de usarmos palavras que nos conduzam ao desespero, cabe-nos arrepender-nos e mudar de curso. Tenham pensamentos justos e enunciem palavras verídicas e eis que descobrirão que o Reino dos Céus se encontra à mão e é acessível. O adiar da harmonia, da saúde e do céu, o que significa que o conhecimento da verdade não é uma sugestão do Espírito interior, mas unicamente da carne e do disparate. Caso uma avaliação pudesse ser feita do poder das palavras ociosas que constantemente saem pelos lábios das pessoas, descobririam que se equipara à soma total da miséria e do infortúnio existente por todo o mundo.

"Está insuportavelmente quente; está um dia miserável," são expressões vulgares que se escutam entre as pessoas. Que será que é insuportável e miserável? É a concepção que cada um abriga na mente de que, em reflexo, consequentemente recebe as condições ou sentimentos correspondentes de calor ou de frio totalmente baseados na prévia educação e experiência. A mera sugestão dada a alguém não familiarizado com o poder do pensamento, da palavra, e da lei da acção mental reflexiva - um homem assim pode educar as ideias, comandar as palavras e desse modo os sentimentos de modo que o ambiente não possa exerceu qualquer domínio sobre ele - é inicialmente geralmente recebido com a maior das incredulidades, como se questionasse a sanidade daquele que o sugira.

As palavras são os mais externos de todos os nossos modos conscientes da expressão. São, por isso mesmo, os primeiros a ser refreados e alterados no seu infrutífero e frívolo curso, e a sua tendência e força transformados em canais criativos que facilitam o propósito da reconstrução do corpo e a regeneração da Alma. Uma palavra justa deve carregar em si um certo grau de poder da parte de quem a enuncia para quem a escutar, independentemente do quão descuidada ou irrefletidamente a palavra possa ser enunciada.

Além disso, uma palavra falsa exerce uma acção reflexiva negativa ao cair no ouvido daquele que a pronuncia e daquele que a escuta. Mas uma palavra justa, compreensiva e fielmente enunciada constitui um poder positivo, uma arma de uma verdade ilimitada e inestimável. Peguem nas vossas palavras e retornem ao Senhor. Essas palavras precisam ser verídicas e espirituais, e achar-se bastante distanciadas das sugestões dos sentimentos e das aparências mortais. Elas procedem do domínio da vida e da paz, onde gostariam de poder viver conscientemente.

Se não quiserdes ser derrotados pelo calor nem pelo frio, então deem início pela ideia àquele centro do poder interno em que o sol não os afecta durante o dia nem a lua durante a noite. Dirijam-se à vossa própria fé e ao bem sem restrições, e apresentem o vosso domínio consciente. Desse modo, o tempo, o calor e o frio irão ficar aos vossos pés. Começareis por vos voltar para esse ponto ou local por meio do uso de palavras altissonantes. Em conjunção com essa muito abusada faculdade da mente chamada imaginação. Tornareis as suas imagens da verdade reais e vivas para vós próprios ao revesti-las na forma das palavras vigorosas correspondentes.

Lembrem-se que, onde quer que estejam em pensamentos, aí estareis em poder. Deixem que lhes repita esta afirmação de forma veemente: Lembrem-se que, na circunstância em que se encontrarem na ideia, aí estarão em termos do poder. Deixem que a vossa imaginação rompa os limites do corpo, assim como da casa que habitarem. A seguir varram convosco para um espaço amplo, tão distante quanto o pensamento consiga alcançar em todas as direcções. E aí repitam:

"Eu sou tão infinito quanto toda esta vasta extensão. Eu encontro-me no Espírito como a vida que habita o universo infinito. Não estou limitado nem sujeito às condições materiais, calor ou frio, seca ou inundação, escuridão ou morte. Eu governo os elementos do corpo. A minha palavra é lei. O meu corpo vive em mim e serve-me. Deus, o princípio criativo conferiu-me o domínio do direito de nascimento sobre o tempo e agora reivindico o meu direito de nascença. Eu sou livre. Eu sou livre. Eu sou o Espírito."

Da primeira vez que começarem a enunciar essas palavras, elas poderão atingi-los como uma voz procedente de uma outra região e assim é. Essas palavras de verdade constituem o ponto de partida da transformação da vossa força para os colocar conscientemente nesta região da mente onde vocês controlam as vossas condições.

A imaginação constitui o factor mais maravilhoso da substância criativa. É essa mesma faculdade, a imaginação, que, em tumulto e na desorganização deixa a maquinaria da na nossa vida em confusão e que opera o desastre e a morte. Um receio ou uma calamidade imaginadas, a forma como se propaga pelo corpo e faz estragos nos delicados órgãos que deviam ser unicamente tocados por pensamentos e sensações de fé, de paz, e de total revelação. O mau uso estabelecido ou continuado do poder da imagem, ou imaginação por formas de encanto ignorante ou tolo opera doenças crónicas e a destruição final do corpo. Mas voltem esse mesmo poder para o seu justo e normal uso e quantos mundos de liberdade e de alegria ele lhes abrirá. É-nos possível atingir a mais elevada verdade em realidade e circunstância que o poder de imaginar pode alcançar.

O primeiro passo consiste em alcançarem a noção de terem direito ao que de melhor o universo lhes concede. O seguinte passa por firme e fielmente manter a porta da Alma aberta para receberem o melhor. A seguir tornem veloz essa concepção verídica atendo-vos firmemente ao justo uso do vosso poder de imaginar. Enunciar palavras justas para vós próprios no silêncio até que elas brotem e desabrochem numa consciência viva para vós.

Por altura em que pela primeira vez despertei para um domínio efectivo sobre o frio e o calor, eu preparava-se para sair à rua quando queimei a mão no vapor. A dor provocada pelo vapor revelou-se tão intensa que vestir a luva e sair foi completamente posto de parte. Pus um lenço sobre a minha mão e acorri apressadamente ao meu quarto, e fechei a porta atrás de mim. Instantaneamente, logo após o choque da dor inicial, surgiu-me a ideia:

"Eu não sou matéria e não posso ser tocado pelos elementos materiais tais como o calor e o frio. Eu sou todo Espírito, todo pensamento. Só a mente consegue sentir. O negativo não exerce qualquer poder sobre o positivo. A matéria não tem poder sobre a mente. Eu sou inteiramente Espírito-mente puro. O meu corpo é composto por elementos materiais os quais por si e em si mesmos não possuem inteligência para sentir o calor, o frio, ou o que quer que seja. O que será aquilo que pode ser ferido pelo calor ou pelo frio?"

Eu questiono se por essa altura terei fechado os olhos e se me encontrava sentado em silêncio. Nada além de uma mente de enganos, a crença ignorante constituía a resposta que me surgia na ideia. Mas então afirmei:

"Eu não sou ignorante. Eu conheço a verdade. Eu uso o poder do pensamento de uma forma inteligente a partir da substância criativa e penso e conheço como Deus pensa e conhece que eu sou todo Espírito. Eu sou pela eterna substância protegido de todo contacto com o sofrimento e a destruição. Eu sou excelente."

Ao pronunciar ou pensar essas palavras de verdade no silêncio, elas tornaram-se numa emoção viva e numa realidade em mim e tornaram-se carne. Quero dizer, entraram-me na mão e removeram-lhe toda a dor e todo o fogo. Em menos que dez minutos desde a queimadura colocara as luvas e estava na estrada a cumprir a minha missão. Não sofri mais nenhum inconveniente nem empolamento decorrente a queimadura.

Uma senhora que travou conhecimento com essa ideia ao mesmo tempo e a quem relatei a referida experiência tinha sofrido toda a sua vida de frio nos pés. Ela concluiu que o poder que pudesse remover o fogo poderia igualmente produzir ou remover o frio. Ela sentou-se no banco da sua igreja certa manhã pouco tempo depois, com os pés, como habitualmente, gelados. Enquanto o ministro pregava, ela pensou em rezar. Não era o tipo de oração que por vezes passa por esse nome, mas consistia na repetição de umas quantas palavras verídicas. Ela recordou que Jesus dissera:

"Se estiverdes em mim, referindo-se com isso à verdade, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito." (João 15:7)

Então uma das suas palavras veio-lhe subitamente à mente. Todo o poder me é dado. E ela repetiu-a em silêncio um certo número de vezes quando lhe ocorreu dizer:

"Todo o poder me é dado sobre o frio. Ele não consegue penetrar-me o corpo nem afligir-me. Não consegue tocar-me os pés. É um poder conferido por Deus e pode ser usado no controlo externo dos elementos e das situações corporais."

Então ela começou a fazer uso do poder da imagem recebido de Deus de reunir ao redor dos pés um fogo em brasa, que lhe permeava os próprios ossos e se tornou um centro de irradiação. Por quanto tempo manteve essa ideia ela não é capaz de dizer, mas foi arrancada ao silêncio em que se encontrava por uma cerimónia qualquer, talvez pelo canto de um hino, quando descobriu que tinha os pés quentes e confortáveis. A partir desse dia, não mais foi acometida pelo frio nos pés. A falsa crença de anos foi suplantada em poucos minutos pela aplicação do princípio da vida por meio do uso do maravilhoso poder da imagem e da aplicação de palavras altissonantes. Mais uma vez, o Nazareno disse:

" Peçam, e ser-lhes-á dado, e a vossa alegria será plena." (Lucas 11:9)

Quando chegamos a esse estágio tão interessante do processo de edificação, o estágio onde poderemos iniciar uma acção real pela utilização do material que viemos a descobrir estar na nossa posse, rejeitamos o lixo insensato das imaginações e da falsa educação que nos encobriram o tesouro do poder do Espírito. O material e os instrumentos que temos na nossa posse são significativos, caso sejam correctamente aplicados. Para derrubarmos os muros da prisão de pobreza, doença, desapontamento e de toda a categoria de limitações em que nos encontramos, que prevaleceram como altos muros diante de nós, erigidos inteiramente com base na falsa imaginação.

“Eis que me encontro à porta e bato,” (Apocalipse 3:20)

Diz o poder do bem, a energia real da vida de todo indivíduo, o que significa, eu fiz todos os avanços que me eram possíveis para chegar a vós. Nada para além de uma porta que pode ser aberta se coloca entre nós, mas eu não sou arrombador. Eu sou a substância, o amor, a paciência, a educação e sei que o Reino dos Céus, a vossa união comigo, não vem da violência, pelo que não posso dar passo nenhum na desarmonia na direcção do afastamento da barreira de separação que existe entre o vosso ser real, que eu sou, e a existência da vossa crença, que lhes cativa a atenção, uma sombra daquilo que são, destituída ed vontade e de substância.

O passo seguinte, pois, deve ser dado por aquele que escutar as batidas. Se homem algum escutar a minha voz e abrir a porta, eu irei até ele, e cearei com ele e ele comigo, e ambos criaremos a energia da força positiva. Esta ilustração demonstra o trabalho da mente de todo indivíduo quando desperta numa consciência que o poder fictício controlo das condições que sobre nós recaem são ilusórias e impotentes quanto à realidade. Agora, aqueles que tiverem ouvido a proclamação ou “batimento” da verdade a dar-lhes conta da enorme fortuna que lhes é legada pelo Espírito ancestral que jaz no depósito da vossa própria substância deverá igualmente saber que ele não se colocará diante de vós enquanto realidade viva que possam manusear e usar até que enunciem a palavra equivalente a ”entra.” Então serei eu capaz de entrar e de cear com ele e ele comigo. Uma relação perfeitamente amigável que serve de saudação e de comunhão no plano da perfeita igualdade.

O passo seguinte, a dar precisa ser dado por vós por meio do firme e fiel processo de enunciar as palavras com desejo de saber a sensação e o significado que têm. Isso abrir-lhes-á a porta da ampla compreensão a cada vez que as repitam. Por ter sido provado que a repetição representa a mãe da sabedoria. Permitam que, uma vez mais lhes repita, foi provado que a repetição representa a mãe da sabedoria. Mas desde logo que se torna evidente que as palavras a repetir precisam ser palavras de verdade. Cada repetição delas desdobrará até um maior grau o seu sentido interior. O valor de um bom violino aumenta com a idade e o uso, o que não acontece tanto com um defeituoso ou mal construído. A primeira repetição do quadro de multiplicação talvez causa muito pouca impressão, mas a reiteração imprimir-se-á na mente, de forma a se tornar num imenso poder para o uso diário na vida. Porquê? Por representar uma das fases do princípio, da verdade.

Quando essa fase da verdade for impressa na mente, não mais se dependerá de métodos rudimentares nem dos livros que encerram a palavra. Se tudo isso fosse destruído não faria a menor diferença para quem a fiel repetição o tenha tornado seu.

A primeira vez que as palavras: “Eu sou por completo o Espírito, todo átomo do meu ser inclusive todo o meu corpo,” forem pronunciadas, mas pouco entendimento do seu verdadeiro sentido se lhes apresentar, se continuarem a demorar-vos nelas, o entendimento que delas extraírem sofrerá um aumento, e torná-las-ão vossas de todo o coração, de modo que se tornarão numa consciência viva da verdade dentro de vós. Por meio delas chegareis pois a conhecer e a sentir aquilo que são, tão certo quanto saberem que veem e que ouvem. As palavras que enunciamos, quer verdadeiras ou falsas não nos alterarão o verdadeiro ser. Isso é justamente como Deus, a nossa origem. Mas as falsas palavras que constituem o veículo de falsos pensamentos escondem-nos uma consciência de nós próprios conforme Deus nos conhece.

As palavras ajudam a manter as ideias verdadeiras em acção, e a conduzir-nos à compreensão do que somos. Até que cheguemos a um conhecimento do que temos direito de pensar e de dizer de nós próprios através da experiência da razão, do juízo e da intuição e tenhamos começado a dar um uso prático ao nosso conhecimento, permaneceremos simplesmente adormecidos. Deparar-nos com a lei revelada por outro que o tenha considerado, que tenha provado a eficácia que tem na cura e na solução generalizada do problema da vida constitui uma enorme inspiração e um grande encorajamento no seguimento do mesmo caminho. Mas torna-se essencial que cada um se baseie no princípio para seu sustento. Nenhuma outra coisa excepto deixar de o fazer poderá limitá-lo.

As condições corporais reflectem somente o registo dos pensamentos, porquanto o homem precisará dar contas de toda a palavra ociosa que o pronunciar ao amago do seu juízo. Essa contabilidade é processada a cada dia que passa. Fica registada no corpo, que constitui o Livro da Vida literal do homem. Por conseguinte, tão rápido quanto os pensamentos e as palavras são formuladas e emitidas, elas começam a fazer preparos para se endireitarem no corpo. O homem é, pois, quem organiza os próprios fracassos corporais. Ele é responsável pelo que trás escrito na pele. Além disso, se enunciar palavras falsas, ele precisará suportar as consequências disso mesmo, mais cedo ou mais tarde.

Quando se compreende esta lei da existência, toma-se cuidado com o que se formula por pensamentos e palavras, tal como se toma com o material que se tira do forno com um pedaço de seda branca.

O Nazareno ensinava esta lição subordinada ao poder e ao efeito das palavras e dos pensamentos, quando dizia:

“O que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai por ela; isso sim, é o que contamina.” (Mateus 15:11)

Ele falava para aqueles que davam grande ênfase no evitar comer certos tipos de carnes, e a certos processos de higiene na lavagem das vasilhas com que preparavam os alimentos. Eles davam enorme atenção ao tema da dieta, tal como muitos o fazem actualmente. Isso merece uma certa consideração, mas é de pouca consequência comparado com os pensamentos e as palavras. É do maior interesse que sejam puros, tão puros que possam expulsar do coração toda concepção de impureza da parte de alguém, onde quer que seja.

A pureza do pensamento e da palavra, o que consiste num pensar em que tudo seja com efeito puro, não é uma atitude da mente que nos conduza por formas tolas como a transgressão da lei, mas possui justamente o efeito contrário – o de nos conduzir à percepção em que a tentação das transações ignorantes se fazem impossíveis. Vocês poderão perguntar:

“Porque será que gente de boa índole tanta vez se vê afligida pela doença?”

Dando a exemplo o caso de uma das mulheres mais Cristãs do mundo, que esteve acamada durante anos, mesmo quando se encontrava prostrada no leito, incapaz de se voltar, ela fazia croché para angariar fundos para a caridade, escrevia às sociedades do esforço cristão e dava quase toda a renda para o apoio dos missionários e a ajuda aos pobres.

Após investigação, descobri que essa boa mulher acreditava ser, conforme foi ensinado pelos teólogos, uma miserável pecadora. Ela acreditava firmemente num diabo pessoal e num castigo interminável. Além disso ela era tão boa que não tolerava o mal que via à sua volta. No seu mundo arruinado pelo pecado em que ela aproveitava toda ocasião, embora com voz mansa e modos de vencedora, procurava repreender e censurar. Consequentemente, o templo do seu espírito era uma galeria de imagens de ignorância e de irrealidade. De forma não voluntária, mas ignorante devotou ela o seu talento e força à condenação. Assim julgando, ela própria foi julgada. A sua bondade não passava de mero sedimento desolado do Espírito do Cristo, que disse:

“Não resistais ao mal, não julgueis nem condeneis.”

Essa mulher mantendo a premissa generalizada de que existe uma vida grandiosa separada e distinta de Deus ou da vida do bem,* chamado demónio ou diabo, era tão incapaz de escapar à influência que a sua crença exercia sobre o seu corpo quanto conseguia vencer a lei do seu ser.

Uma crença no diabo está destinada a, mais cedo ou mais tarde, acabar na doença e na morte. Pouca diferença fará que o assim chamado mal seja receado ou condenado. Caso lhe seja dado um lugar no universo e ele ocupar, pese embora, essa substância santificada, o resultado no corpo será inevitável. Uma declaração clara da verdade, de que Deus, o bem, é tudo, destrói de imediato a fundação ou premissa do mal. Assim, com bons pensamentos e palavras, poderemos construir de novo a partir da fundação cujo criador e construtor é Deus, que não pode ser debilitado.

A doutrina de que as nossas condições têm consequência nas palavras dá-nos de imediato encorajamento, e mostra-nos uma maneira de obtermos saúde e satisfação. A lei do pensamento e da palavra enunciada é estritamente científica. E é grátis para todos quantos queiram usá-la. É uma maneira fácil de chegarmos à liberdade e à saúde e de rejeitarmos a escravidão, como o são todos os caminhos da verdade que o Nazareno ensinou. O seu jugo é bom de carregar. Ele repreendia aqueles que, dizia ele:

“Atam fardos pesados difíceis de suportar e os põem aos ombros dos homens e pervertem os ensinamentos de Deus e na sua vez pregam os mandamentos dos homens.” (Mateus 23:4)

A parábola da dor em que a frutificação das palavras é ensinada provavelmente levou Paulo a dizer: "Assim como o homem semear, também deverá colher." Mas mesmo que se tenha semeado falsas palavras e esteja a colher efeitos idênticos delas, conforme tem sido o caso com todo o mundo, a lei da graça, a misericórdia e a paz que Jesus pregou - do falar palavras verdadeiras contra eles - destruirá por completo o seu efeito. 

"Por estar escrito que um pensamento verdadeiro ou palavra anulará um milhar de falsas e duas afugentarão dez mil. Um braço unido com Deus é mais forte do que dez mil no erro."

Foi uma multiplicidade de erros que trouxe o efeito da lepra sobre os dez que vieram a Jesus em busca de cura. Com uma palavra verdadeira, Ele derrubou e desenraizou toda a safra de equívocos falsamente semeados sobre a raça tal como o efeito da lepra que se lhes apresentara ao corpo. Assim demonstrou Ele que, quando nos voltamos para o bem todo-poderoso, deixamos de nos sujeitar ao cativeiro de uma lei de colhermos o que tivermos semeado na discórdia, mas encontramo-nos sob a graça, saúde e a paz.

Podemos colher o bem muito embora não o tenhamos semeado, que antes tenha sido semeado à maneira do austero homem-Deus. A lei superior revela um poder que vai além da lei das palavras e dos pensamentos para operar um curativo. Independentemente das condições deploráveis que tiverem sido estabelecidas por intermédio do falar e do pensar com base na ignorância, as verdadeiras palavras que representam a união com o poder divino poderão instantaneamente dispersá-las e destrui-las e preencher o seu lugar com eterna bondade, saúde e paz.

 Numerosas curas instantâneas após anos de sofrimento ocorrem todos os dias àqueles que pela compreensão e pela sua fé são capazes de unir pela palavra e pelo pensamento com esta lei eterna que se acha acima de toda a lei. A palavra de Deus é pronta e poderosa. O mais fraco assim como o mais forte poderão provar isso, já que só nos exige a cooperação por intermédio do enunciado das palavras verdadeiras com um coração de verdade.

"Pelas tuas palavras serás tu justificado e pelas tuas palavras serás tu condenado." (Mateus 12:37)

Se alguém se pronunciar desde um ponto de vista material equivocado e disser: "Eu sou pecador, eu estou enfermo," e assim se divorciar das suas próprias palavras e consciência do bem e da saúde eternas, os efeitos de se sentir pecaminoso e enfermo será a porção com que ele próprio terá que lidar.

"Vós haveis de decretar uma coisa e ela estabelecer-se-á em vós." (Job 22:28)

Mundos foram fundados pela palavra e as palavras verdadeiras são justamente tão potentes hoje quanto sempre o foram. Utilizem-nas, enunciem-nas, vivam-nas; elas são o elo de ligação entre Deus e o homem.

A ERA DE AQUÁRIO

Agora já pode ser dito. Dito em toda a sua glória, que vós deste planeta entrais na Era da Renascença de Aquário. Uma época em que o sol do Espírito brilhará e iluminará os vossos corações e o vosso Espírito. Em que vós verdadeiramente conhecereis o sentido de toda a existência.

Será um tempo em que a energia criativa se proclamará a si mesma depois de tão grosseiras vibrações, a iluminação do equilíbrio de toda a natureza, de toda a criatividade será conhecido, e ilimitado será o conhecimento que precisa ser ensinado por aqueles que o buscam de verdade.

A Era de Aquário é assim chamada por no vosso planeta, a água constituir a substância do mesmo sem a qual vos encontrais num renascimento nas vibrações do Espírito. Fiquem sabendo que em cada gota de água existe a perfeição do Espírito e que ao bebê-la, é sensato fazer uma pausa para olhar a água e perceber que estão a nutrir a vossa estrutura atómica com e por meio da energia criativa.

Este será um tempo no vosso planeta em que testemunharão aquilo que é invisível, aquilo que é desconhecido, e ao perceberem em pleno extensão da nova aventura que têm à mão, isso produzirá uma resposta àqueles que buscam e que não encontram. Sim, eles serão ensinados por aqueles que que restarem e grandioso será esse novo caminho. Ai, que os surpreende qual ladrão pela calada da noite, contudo, em muitos aspectos já a tantos foi dito, só que foi refutado pela maioria que sempre entende com firmeza uma relevância que na sua essência possui muito pouco sentido, e tão só um modo de preservarem o vosso estilo de vida, aquilo que necessita de ser feito sem cuidados com respeito ao resultado.

Falo-vos de novo esta noite da mudança próxima, de que terão ouvido dizer que as montanhas serão lançadas ao mar, e os corações dos homens falharão derivado ao medo e as grandes águas correrão sobre tudo quanto é material sem que tenham onde se esconder. Vocês não estão a ser procurados por causa da rude palavra que chamam pecado. Vocês estão a ser procurados apenas para iluminarem e vibrarem sempre mais alto por não ser o poder da energia criativa, não serem as orações que sempre emitidas na vibração mas a busca por aqueles que constantemente negam o conhecimento verdadeiramente espiritual que precisa vir de dentro de uma estrutura atómica, e que embora não seja encontrada, muitos chegarão a um novo renascimento.

Aqueles que permanecerem na materialidade deverão ensinar, deverão aconselhar aqueles que ainda aí se encontrarem. E á medida que os princípios da reincarnação se estabelecerem a eles próprios e que os professores escassearem, eles só reincarnarão quando houver apenas o caminho certo, quando puderem ser ensinados e viver na plenitude do significado de toda a criatividade.

A era de Aquário encontra-se agora sobre vós. Gradualmente ela aumenta e muitos na estrutura atómica dão por si envolvidos por um véu que consideram ser a morte, mas que sim, em verdade eles sabem, eles sabem muito bem dentro de si que se aproxima uma nova era. Está definitivamente estabelecido no seu reino, no Reino do seu próprio Espírito, e virá uma conclusão que ainda não se cumpriu.

Não importa quando essa Era de Aquário se completará. Apenas importa que está perto e que gradualmente se faz sentir cada vez mais. Com uma mão cansada, com uma inquietação do espírito, vereis a maravilha das maravilhas à medida que este planeta que actualmente se encontra de quarentena se deparar com um grande transtorno que vai para além dos poderes imaginativos do cérebro.

Para aqueles que buscam ainda há tempo (1968), porque numa fracção de segundo do tempo terrestre, podeis entrar por uma porta nova por que passareis a conhecer e a compreender, por o tempo ser este, e isso não poder ser negado.

Elwood Babbitt
Traduzido por Amadeu António